Klee é considerado um dos artistas mais originais do século XX.
Convencido de que a realidade artística era totalmente diferente da observada na natureza, este pintor dedicou-se durante toda sua carreira a buscar
o ponto de encontro entre realidade e espírito. A exemplo de Kandinski, Klee estudou com o nome Von Stuck em Munique. Depois de uma viagem
pela Itália, entrou em contato com os pintores da Nova Associação de Artistas e finalmente uniu-se ao grupo de artistas do Der Blaue Reiter.
Em 1912, viajou para Paris, onde se encontrou com Delaunay, que seria de vital importância para suas obras posteriores. Foi no orfismo desse pintor francês que Klee acreditou
ter encontrado a chave de sua pintura. Escreveu: "A cor, como a forma, pode expressar ritmo e movimento". Mas a grande
descoberta ocorreria dois anos depois, em sua primeira viagem a Túnis. As formas cúbicas da arquitetura e os graciosos arabescos na terracota deixaram sua marca no pintor. Iniciou
uma fase de grande produtividade, com quadros de caráter quase surrealista, criados, segundo o pintor, em cima de "matéria e sonhos". Entre eles merecem ser mencionados Anatomia
de Afrodite, Demônios, Flores Noturnas e Villa R.
Depois de lutar durante dois anos na Primeira Guerra, Klee juntou-se em 1924 ao grupo Die Vier Blauen, mas antes apresentou suas obras em Paris, na primeira exposição dos surrealistas.
Paralelamente, começou a trabalhar como professor em Dusseldorf e mais tarde na escola da Bauhaus em Weimar. Em 1933, Klee emigrou para a Suiça. Sua última exposição em vida aconteceu em Basiléia, em 1940. |