Paul Gauguin
Paul Gauguin
Mestres das Artes - Paul Gauguin
Aqui você vai encontrar conteúdo e atividades para trabalhar em sala de aula utilizando os livros das Coleções Mestres das Artes, Mestres das Artes no Brasil e Mestres da Música no Brasil.
Paul Gauguin

Dica

1) Gauguin, envolvido pela simplicidade e rusticidade do meio ambiente bretão, deixa-se influenciar por essa atmosfera pueril inspirando-se na dança e nas vestimentas das crianças do campo.

A) Apreciação da obra
O arte-educador poderá fazer a apreciação da obra Meninas bretãs dançando, Pont Aven, por meio da cantiga de roda Onde está a margarida. Para isso, deverá apenas adaptar a ela uma nova letra, como a que sugerimos abaixo, ou outra, de sua imaginação. Poderá ainda formar uma roda com os alunos e combinar que, a cada pergunta feita, eles deverão responder individualmente ou em grupo. Sugerimos que a classe dê continuidade aos versos até o encerramento deste trabalho.

Onde estão as meninas? Ela tem algumas casas.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Onde estão as meninas? Também tem algumas árvores.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Elas estão nas montanhas. Há também montes de feno.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
O que elas estão fazendo? Quem pintou essa paisagem?
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Estão dançando em roda. Foi Gauguin quem a pintou.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Quem é que está com elas? Quais as cores que ele usou?
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
É o cachorrinho delas. Amarelo, laranja e verde.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Como é o cachorrinho? E também uns tons escuros.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Ele é pequeno e peludinho. Não se esquecendo dos azuis.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
Também é bem espertinho. E floreou-a de vermelho.
Olê, olê, olá. Olê, olê, olá.
O que tem nessa paisagem?
Olê, olê, olá.

B) Conclusão
Ao desenvolver essa atividade lúdica, o arte-educador estará registrando na memória de seus alunos uma experiência que, apesar de efêmera, despertará não só a imaginação como também a curiosidade pela obra de Gauguin, e que também servirá para influenciá-los no processo de reflexão e percepção.

2) Pode-se perceber a influência da arte egípcia na obra de Gauguin, quando ele representa em suas obras os mitos e crenças dos povos do Pacífico Sul, que, como os egípcios, acreditavam na união sobrenatural de deuses e seres humanos. A síntese de sua obra está nessa fase em que ele utiliza a linguagem esquemática dos egípcios, valorizada pelas cores brilhantes dos efeitos decorativos da arte persa.

A) Vivenciando a proposta
O arte-educador deverá pedir a seus alunos que observem a pintura Ta Matete, e que cada um traga a reprodução de uma pintura da Antiguidade egípcia para efeito de comparação. Assim, de posse da imagem do livro e a da pintura egípcia, os alunos poderão perceber e analisar os aspectos formais e pictóricos das duas composições, levando em consideração forma, linha, cor, textura e tema.

B) Desenvolvendo a proposta
Sugestão de materiais
Papel canson A4 ou papel reciclado de tamanho próximo ao A4 (usá-los no sentido horizontal)
Guache de várias cores
Canetas hidrográficas

O professor deve orientar os alunos para que façam uma releitura da imagem da pintura egípcia, transfigurando-a segundo a ótica sintética da pintura de Gauguin, levando em consideração os campos de cores definidas limitados por linhas (evidenciando os contornos). O aluno deverá retratar de forma plana pessoas, plantas, objetos, ou outros elementos contidos na pintura.

C) Conclusão da atividade
O arte-educador poderá transformar os trabalhos dos alunos em uma faixa decorativa fixada nas paredes da classe levando-os a perceber que, apesar dos elementos individuais de cada trabalho, o tema, a forma, a cor e a linha servirão para dar uma unidade pictórica.

3) Antes de começar a desenvolver com os alunos a proposta abaixo, é importante que o arte-educador faça algumas reflexões.

A) Vivenciando a proposta
Peça a seus alunos que apreciem a pintura das páginas 28 e 29, De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?. É importante induzi-los à percepção dos elementos pictóricos, como a paisagem, a vegetação, os animais, as pessoas e o ídolo. Em seguida, os alunos devem observar a escultura de Gauguin, na página 31, baseada na mitologia do povo taitiano.

B) Desenvolvendo a proposta
O arte-educador deverá aproveitar esta oportunidade para destacar a diferença entre uma obra bidimensional e outra tridimensional, conceituando-as. Em seguida, poderá sugerir a seus alunos que trabalhem na transformação dos elementos e personagens da pintura (bidimensional) representando-os no plano tridimensional, de modo que o ídolo, os nativos e os animais criem volume e formas próprias. Para isso, os alunos trabalharão individualmente (em casa) ou em grupo (na classe), com massa de modelar.

Sugestão de materiais
1 caixa de papelão de 30 cm X 40 cm (para cada grupo)
guache, ou anilina comestível, ou nanquim colorido
4 xícaras de farinha de trigo
1 xícara de sal
11/2 xícara de água
pincéis
cola

O professor pode pedir aos alunos que façam em casa representações tridimensionais de figuras usando massa de modelar. Se preferir, podem utilizar a receita abaixo.

Numa vasilha, colocar a farinha e o sal. Misturar esses ingredientes e acrescentar água até que a massa fique homogênea e não grude nas mãos. Depois de modelar essa massa, levá-la ao forno, em fogo brando, para secar, até que comece a dourar. Após ser retirada do forno, poderá ser colorida com guache.

C) Executando a proposta
Cada aluno deve trazer o trabalho executado em casa para a sala de aula.
Após apreciação e observação desses trabalhos, o professor deverá pedir a eles que, em grupos, montem um cenário utilizando as caixas de papelão. Eles podem pintá-las e em seguida colar nelas as modelagens inspiradas nas personagens e nos elementos que compõem a obra de Gauguin.

D) Conclusão da atividade
O professor poderá expor os trabalhos e pedir aos alunos que observem as diferentes formas de representação de cada grupo, ressaltando as diferenças de cada um dos trabalhos perante um mesmo tema.

4) O professor de Ciências poderá aproveitar as ilustrações de Gauguin, nas quais a natureza sempre esteve presente, e fazer com seus alunos um estudo da fauna e da flora das florestas tropicais que tanto influenciaram o artista desde sua infância.

5) Pelo fato de Gauguin ter morado em diferentes continentes e ter sido marinheiro, o professor de Geografia poderá pedir a seus alunos que façam um mapa-múndi com o trajeto percorrido pelo artista, desde seu nascimento até sua morte. Eles poderão indicar as épocas de cada acontecimento e estudar as características ambientais das regiões percorridas.

6) O professor de História poderá explorar com os alunos a similaridade entre as culturas nativas brasileira e taitiana. Gauguin viveu entre os nativos do Taiti e foi um defensor da cultura daquele povo, brigando com os colonizadores franceses e, principalmente, com os padres catequizadores. Caso queira, o professor poderá fazer comentários que levem seus alunos a perceber o que aconteceu com a população indígena brasileira a partir do descobrimento até os dias de hoje, quando ainda persistem as lutas pela preservação das terras e da própria cultura.

Uma sugestão é que o arte-educador assista e selecione um trecho do filme Gauguin - um lobo atrás da porta, de Henning Carlsen (Dinamarca/França, 1986), cuja fita é distribuída pela Jaguar Vídeo. O filme apresenta a vida de Gauguin, em 1893, quando retorna a Paris após uma temporada no Taiti e realiza uma exposição de seus quadros. Paul fica muito decepcionado porque suas pinturas não agradam e ele não consegue vender nenhum quadro. Sem dinheiro e amargurado, permanece em Paris envolvendo-se em complicados relacionamentos amorosos.

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