Edward Hopper
Edward Hopper
Mestres das Artes - Edward Hopper
Aqui você vai encontrar conteúdo e atividades para trabalhar em sala de aula utilizando os livros das Coleções Mestres das Artes, Mestres das Artes no Brasil e Mestres da Música no Brasil.
Edward Hopper

Dica

1) É importante para o desenvolvimento desta atividade que o aluno execute tridimensionalmente um dos elementos das composições de Hopper.

A) Vivenciando a proposta
O arte-educador poderá pedir aos alunos que, após a leitura do livro, retomem o texto da página 8. Eles observarão que Hopper gostava muito de embarcações, como mostram as pinturas O grande percurso, Columbia, e Navegando. Lembre aos alunos que Hopper chegou a construir o seu próprio barquinho.

B) Desenvolvendo a proposta
Sugestão de materiais:
• para o desenho
papel sulfite
lápis 6B
• para a composição
papel canson
pincel
aquarela

Os alunos deverão construir um barquinho. O material utilizado será de livre escolha de cada criança (madeira, papel, papelão, sucata, etc.).
Após a construção do barquinho, os alunos poderão fazer alguns desenhos de observação, utilizando uma folha de sulfite para cada ângulo desenhado.
Cada aluno deverá escolher um único ponto de vista do desenho do barquinho, transferi-la para a folha de papel canson e criar uma paisagem marítima que tenha em sua memória. O professor poderá interagir questionando seus alunos sobre como foi a sua experiência com o mar.

Para melhor envolver seus alunos nas pinturas de Hopper, o arte-educador poderá utilizar trechos de músicas que lembrem a paisagem marítima e suas embarcações, como os seguintes.

Aquarela

"...pinto um barco à vela,
branco navegando
é tanto céu e mar
num beijo azul,
entre nuvens..."
(Versão de Vinicius e Toquinho)

Suíte dos pescadores

"Minha jangada vai sair pro mar
Vou trabalhar
Meu bem querer
Se Deus quiser
Quando eu voltar do mar
Um peixe bom
Eu vou trazer..."
(Dorival Caymmi)

C) Conclusão da atividade
O professor poderá pedir um relato individual, no qual o aluno possa deixar registrado, por escrito, até em forma de poesia, sua experiência entre a imaginação da paisagem marítima e a produção do barquinho.

2) "O quadro não é a transposição exata de um local real, mas uma combinação de esboços e impressões de elementos da região" (Edward Hopper).

A) Vivenciando a proposta
O professor poderá iniciar um diálogo com seus alunos sobre a pintura da página 5, Cidade carvoeira de Pensilvânia, para estimular a percepção e a imaginação.

B) Desenvolvendo a proposta
Sugestão de materiais:
papel kraft
guache
pincel
godê ou fôrma de gelo para trabalhar a técnica aguada

Hopper quis mostrar nesta pintura o homem olhando para dentro de si próprio, excluído da civilização e sem acesso ao espaço da natureza. Seu olhar vazio corresponde à loja também vazia.
O texto da página 5 mostra uma das características de Edward: imaginar cenas "reais", vistas e percebidas como se ele as estivesse observando através da janela de um carro, de um ônibus ou de um trem, sem que a precisão fotográfica interferisse nas suas composições. Para executar seus quadros, Hopper usava apenas suas lembranças, que nem sempre coincidiam com a realidade.
Peça aos alunos que se coloquem na mesma situação vivenciada por Hopper e tentem retratar uma cena de uma cidade ou de um bairro, pelo qual tenham passado utilizando algum meio de transporte.

C) Conclusão da atividade
Após o término da atividade, convém que cada aluno comente sua produção, pois foram resgatadas imagens que o sensibilizaram em algum momento de sua vida. O arte-educador poderá ressaltar a importância do ato de perceber e de registrar as imagens dentro de si.

3) "A sua técnica de representar os pormenores chama a atenção e decepciona, sugerindo, às vezes, movimento e mudança, enquanto os sujeitos representados parecem de tal maneira imóveis que simulam pormenores congelados de um filme perpétuo. As perspectivas escolhidas por Hopper, a sua técnica em relação aos pormenores e o seu processo de representação da luz aproximam-se, freqüentemente, das convenções do cinema e do teatro" (Brian O'Doherty).

A) Vivenciando a proposta
O arte-educador poderá sugerir a seus alunos que escolham um tema da pinturas de Hopper com cenas do cotidiano urbano, como as das pinturas Rua de Paris e Escadaria da Rua Lille, 48, Paris, de uma ferrovia, como em Casa ao lado da ferrovia, de um cinema, como em Cinema de Nova York, de um posto de gasolina, como em Posto, de um escritório, como em Escritório em Nova York, de lanchonetes ou cafés, como em Notívagos. O professor poderá colocar na lousa o conceito e a síntese dos planos cinematográficos.
Será interessante que os alunos reconheçam a linguagem cinematográfica das pinturas de Hopper e identifiquem, nas obras citadas acima ou em outras de sua escolha, os planos.

B) Desenvolvendo a proposta
Sugestão de materiais:
papel canson A3
lápis para esboço
canetas hidrográficas de ponta fina, preta e coloridas
lápis de cor

Os alunos poderão inventar uma história em quadrinhos, utilizando as pinturas de Hopper como cenário, que poderá ou não ter personagens. O arte-educador poderá fazer uma breve explanação da linguagem dos quadrinhos, tipo de letra, etc. e apenas exigir que todas as histórias tenham um enredo lógico. Não é preciso estabelecer o número de quadrinhos, porém será bom pedir que a história preencha o espaço de uma folha, no máximo duas, de papel canson. Ficará a critério do aluno compor a sua história em branco e preto ou em cores.

C) Conclusão da proposta
O arte-educador deverá expor os quadrinhos dos alunos nas paredes da sala de aula para que todos possam interagir, observar e conhecer a criação dos colegas. Depois, poderá concluir esta proposta explicando aos alunos que os desenhos animados são realizados a partir dos quadrinhos e sugerir que a classe escolha um vídeo de um desenho animado a fim de observar os recursos usados no desenho, além, é claro, de divertir-se com a história.

4) Hopper não quis fixar seu olhar, mas, sim, deixá-lo livre de qualquer sentimento ou emoção em relação à situação observada, o que torna sua obra uma continuidade a ser contemplada para além do tempo e do espaço.

A) Vivenciando a proposta
O arte-educador, após explicar aos alunos o processo da gravura, em especial da gravura em metal que usa a técnica da água-forte, poderá pedir-lhes para observar as águas-fortes Noite no parque, e Sombras da noite. Os alunos devem observar a técnica utilizada nas linhas, as tonalidades e o sombreamento dados pelo distanciamento ou aproximação das linhas texturizadas e a utilização da cor preta.

B) Desenvolvendo a proposta
Sugestão de materiais:
pincel
um pouco de algodão
lápis de cera branco
papel canson A3
ponta seca de um compasso, ou de um clipe, ou de uma caneta velha
nanquim preto
pó de giz ou talco

O professor poderá propor aos alunos que, observando as águas-fortes de Hopper, utilizem apenas os temas parque e sombras para criar o esboço de um desenho que terá o mesmo efeito de uma gravura em metal, ao se aplicar a seguinte técnica: cobrir totalmente a folha de canson com o lápis de cera branco. Passar, em seguida, pó de giz ou talco com algodão para retirar o excesso de cera. Com o pincel, cobrir todo o papel com nanquim preto. Depois de seco, executar o desenho do esboço, trabalhando as linhas com objetos de ponta, fazendo com que parte do fundo branco apareça. O segredo desta técnica está em trabalhar as linhas em diferentes posições (texturas) e em diferentes tonalidades, pela sua aproximação ou afastamento.

C) Conclusão da proposta
O arte-educador poderá pedir aos alunos que relatem suas experiências ao produzir seus trabalhos. É possível também fazer várias cópias de um mesmo trabalho, pois a gravura é uma técnica de impressão que permite uma socialização do trabalho artístico.

5) Português
a) O professor deverá pedir aos seus alunos que observem a pintura da página 27, Quarto de hotel. De acordo com a sugestão do autor deste livro, Mike Venezia, fazer com que imaginem qual seria o livro que a moça está lendo. Em seguida, os alunos poderão escrever um conto resumindo a história desse livro imaginado.

b) O professor de Português poderá sugerir aos alunos um trabalho conjunto com Artes, organizando uma pesquisa sobre as origens da escrita e comentando a respeito do surgimento do alfabeto, da invenção do papel, da xilogravura e da invenção da imprensa.

6) História
Seria interessante realizar uma pesquisa, complementando a sugestão do exercício 3 deste encarte, sobre as origens históricas dos quadrinhos desde as pinturas das cavernas pré-históricas até as pinturas egípcias, os afrescos romanos, as iluminuras etc.

7) Matemática
O professor poderá sugerir que os alunos trabalhem com o tangram. Dividindo a classe em grupos, cada um montará o jogo utilizando partes das composições de Hopper que sejam geométricas (chaminés, fábricas, partes de uma casa etc.) Deverão fazer uma nova composição, contorná-la com lápis e depois pintá-la de preto, formando um perfil escuro sobre um fundo branco.

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